Caminho Central

Santo Estevão < > Samora Correia< >Benavente

Etapa 15

Samora Correia deve o seu nome a D. Paio Peres Correia, conquistador de grande parte do sul de Portugal na primeira metade do século XIII e grão-mestre da Ordem de Santiago.

A localidade foi comenda santiaguista desde, pelo menos, 1270. A configuração da igreja matriz é resultado de uma grande campanha reconstrutiva, iniciada em 1718 e concluída muito rapidamente. O interior foi revestido com azulejos datados de c. 1724 e atribuídos ao mestre lisboeta P.M.P., que constituem um dos mais completos programas iconográficos dedicados à vida e legenda apostólica de Santiago na Península Ibérica, peregrino e pregador, que batizou o seu algoz Josias, que converteu Hermógenes e que derrotou um grupo de pedreiros que construíam uma igreja (um templo pagão?) contrária às normas da Igreja.

A fonte de Santiago evoca a desaparecida igreja de Santiago, destruída pelo terramoto de 1909 e que durante séculos pontuou a frente ribeirinha da vila. A fonte foi construída em 1967 e possui nicho com imagem de Santiago na face principal, sendo a face posterior decorada com inscrição comemorativa da construção e uma cruz da Ordem de Santiago.

Igreja Matriz de Samora Correia

Igreja Matriz de Samora Correia

 

Fonte do Concelho

De construção medieval, possivelmente contemporânea da fundação da vila no século xiii, a fonte foi objeto de várias reformas, mas preserva ainda o seu arco original, de perfil apontado, que dava acesso a um espaço abobadado em tijolo. No século xviii, dizia-se que as suas águas eram indicadas para tratamento de olhos.

Na cidade encontra ainda a Misericórdia de Samora Correia, que tem origem numa antiga capela do Espírito Santo, construída possivelmente na transição para o século XVI. O aspeto atual da igreja é resultado de uma profunda campanha reconstrutiva consumada no século XVIII. Desse período data o retábulo-mor, que integra uma pintura com o tema da Visitação da Virgem a Santa Isabel (porque visitar os doentes é obra de misericórdia), o cadeiral dos irmãos da confraria do Espírito Santo, que continuava a gerir a instituição, e uma escultura de Nossa Senhora da Piedade, em madeira. A Misericórdia tinha hospital anexo, que ainda é reconhecível no conjunto arquitetónico envolvente e que serviu de apoio aos viajantes que passavam pela vila.

Museu Municipal de Benavente

Museu Municipal de Benavente
Reunindo um conjunto de coleções de referência na área da alfaia agrícola, traje, fotografia, cerâmica e ofícios tradicionais, o museu foi inaugurado em julho de 1980, albergando uma vasta coleção de carácter etnográfico reunida ao longo de cerca de 40 anos. Com um acervo museológico de vinte mil peças, encontra-se instalado numa antiga casa de habitação do século XVIII.

 

e também…

Romaria a São Baco, Convento de Jenicó − Maio

Festa da Coutada Velha − Junho

Festa em Honra de N.ª Sr.ª da Paz − Agosto

Feira Anual e Tasquinhas − do Arroz Carolino

Em maio, Benavente celebra o arroz carolino das lezírias ribatejanas, num festival onde a gastronomia tem, como não podia deixar de ser, lugar de destaque. Na Praça do Arroz é possível assistir a showcookings, fazer degustações e experimentar os muitos pratos diferentes, que partilham o ingrediente principal: o arroz. Para além do espaço da feira, são vários os restaurantes que incluem na ementa pelo menos um prato com arroz carolino.

Acabamos de reforçar os nossos abastecimentos no pequeno Mercado de Santo Estevão, na rua central, pois temos pela frente uma demanda de 15 km até Samora Correia, pelo meio do interminável paul do rio Almansor. Se for previsível um dia quente, é aconselhável efetuar esta etapa logo pela manhã, pois a temperatura pode atingir níveis insuportáveis, e a única sombra que encontraremos vai ser a que é projetada pelo viaduto da autoestrada sob o qual haveremos de passar.

Ao fundo da rua encontra-se a antiga Igreja de Santo Estevão. Antes de lá chegar, junto ao muro de uma casa senhorial branca e azul, transpomos a porta indicada e acedemos ao caminho de terra batida da propriedade do Monte Novo de Santo Estevão, atravessando o rio. Continuamos o Caminho para a direita, passando pelas instalações agrícolas do monte, até encontramos uma porta d’homem instalada na cerca da propriedade, dando acesso aos domínios da Companhia das Lezírias. A partir daqui não há dúvidas. Há que seguir sempre em frente o estradão principal, pelo meio do paul parcialmente nundado, tendo por exclusiva companhia bandos de uma diversidade de aves. Algures, escondido no meio da vegetação de um morro estratégico na margem esquerda, está o Fortim de S. João Baptista de Belmonte, um posto avançado dos Cavaleiros de Santiago, datado de 1207. Finalmente, o paul curva à direita e o Caminho também, saindo logo de seguida para a rua que acede aos arrabaldes de Samora Correia, uma antiga e próspera vila e zona de caça para a nobreza, dedicada a D. Paio Peres Correia, grão-mestre da Ordem de Santiago. Percorremos a Estrada do Brejo e, depois da Rua do Trabalho, encontramos a Igreja de Nossa Senhora da Oliveira, onde admiramos a iconografia, os frescos e painéis de azulejo dedicados à vida de Santiago em Portugal. Na mesma praça de calçada portuguesa está o antigo Palácio do Infantado, do século xviique, após ter ardido, foi adaptado a museu e biblioteca.

Distância 26,2 km


Altitude máxima 22 km


Altitude mínima x


Subida acumulada 211 km


Descida acumulada -209 km


Duração 6h30m


Dificuldade (0-5) 3

etapa 15 - central

Saímos da cidade pela Rua do Povo Livre para, no fim, seguirmos pela esquerda até à margem do rio Sorraia, que vamos acompanhar até Benavente, onde chegamos pela entrada norte, na Rua Dr. Manuel Velho Cabral Calheiros. À esquerda, descobrimos vestígios das muralhas, que protegiam das cheias do rio, e a Cruz do Calvário, de 1644. Escassos metros à frente, descobrimos um nicho com a imagem de Santiago e a Cruz da Ordem, na Fonte de Santiago. Terminamos esta etapa na praça do Município de Benavente, ao lado do qual ficam os serviços de Turismo.

Dicas

Leve sempre água, mantimentos,protetor solar, chapéu, impermeável, calçado confortável e um mapa.

Apoio

 CTT

 Banco/ATM

 Táxi +351 963 050 030

 Supermercado

Onde Comer

 Restaurante Boa Viagem

 Restaurante Montagreste

 Restaurante O Lagar

Entidades Municipais

 Câmara Municipal de Benavente
+351 263 519 600

Saúde

Centro de Saúde +351 263 516 775

 Farmácia

Pontos de Interesse

 Igreja da Misericórdia de Benavente

 Igreja Matriz de Samora Correia

 Convento de Jenicó

 Palácio do Infantado

 Cruzeiro e Adro do Calvário

 Fonte do Concelho

 Pelourinho

 Núcleo Museológico Agrícola de Benavente

 Biótopo Campos/Searas

 Montados de Quercíneas

 Vales Aluvionares

 Zonas de Pinhal Manso

CONTACTOS ÚTEIS

Emergência: 112
Incêndios Florestais: 117
Bombeiros Voluntários de Benavente: +351 263 519 790
Bombeiros Voluntários de Samora Correia: +351 263 651 122
GNR Samora Correia: +351 263 650 020

CÓDIGO DE CONDUTA

Não saia do percurso marcado e sinalizado. Não se aproxime de precipícios. Preste atenção às marcações. Não deite lixo orgânico ou inorgânico durante o percurso, leve um saco para esse efeito. Se vir lixo, recolha-o, ajude-nos a manter os Caminhos limpos. Cuidado com o gado, não incomode os animais. Deixe a Natureza intacta. Não recolha plantas, animais ou rochas. Evite fazer ruído. Respeite a propriedade privada, feche portões e cancelas. Não faça lume e tenha cuidado com os cigarros. Não vandalize a sinalização dos Caminhos.