Caminho Central

Vendas Novas < > Branca

Etapa 13

Capital Mundial da CortiçaNa Branca estamos de passagem pelo concelho de Coruche, o décimo maior do país e que chama a si o título de “Capital Mundial da Cortiça”, pois daqui se extrai 10% da cortiça de Portugal e saem 5 milhões de rolhas por dia. Mais de metade do concelho é floresta, num montado misto, de sobreiro e pinheiro manso, os quais asseguram a cortiça, a madeira e o pinhão de qualidade, mas garantem igualmente o ecossistema e as pastagens adequadas para explorações de gado bravo.

O topónimo de Branca está relacionado com uma senhora de nome Branca que possuía uma herdade nesta zona. Essa herdade, formada por mato e arvoredo, foi vendida por foros, e cada parcela foi aforada com 11,150 metros quadrados, sendo feito o pagamento das parcelas em culturas aí produzidas.

Branca cresceu com os trabalhos agrícolas na planície, junto a uma estrada e próximo do local onde existiu uma albergaria. Nas imediações, a Herdade das Figueiras foi um dos maiores empregadores rurais do século XIX.

A povoação de Branca cresceu rapidamente, dando origem a um denso aglomerado na época em que o modelo de povoamento incluía uma estrada, nas proximidades da qual se situava uma hospedaria.

Aqui, encontramos o apeadeiro de Lavre que, construído entre 1902 e 1904, serviu a linha de Vendas Novas, na altura em que o monarca D. Carlos I mandava construir o palácio do Vidigal. Em 2012, a linha cessou o transporte de passageiros.

Encontramos também a Igreja de Nossa Senhora da Conceição de Branca, uma pequena igreja de nave única, de construção recente, que se situa praticamente no centro da localidade.

Branca

Um dos muitos motivos de interesse desta freguesia centra-se na Herdade das Figueiras e sua capela. Em 1949, Gustavo Matos Sequeira incluiu-a no Inventário Artístico de Portugal: “Casa e propriedade rústica, na charneca de Coruche, pertenceu ao Sr. D. Jorge Machado Castelo Branco (Figueira). Centro de um aglomerado característico, dando o tipo dos núcleos de habitação regional. Junto à casa de lavoura está uma ermida dedicada a Santa Maria.”

Desde muito antes da criação da freguesia, em 1984, que eram desenvolvidos os maiores esforços nesse sentido, pois já em meados do século xx existia aqui um núcleo populacional muito importante. Na Branca estão situadas várias propriedades agrícolas importantes, das quais se destacam: Herdade das Figueiras, Monte da Pestana, Monte dos Pelados, Monte da Torre, Monte da Água Boa, Monte do Porto das Mestras, Monte da Semaria dos Pinheiros (Cabeça Gorda), Monte da Abrunheira e Monte do Trozoito.

 

Turismo
Branca é um lugar para sentir. Não basta falar dela, contar a sua história ou descrever a sua paisagem. O mistério que envolve a paisagem, o cultivo da terra e a sabedoria secular dos seus habitantes, cuja hospitalidade e simpatia é reconhecida, da gastronomia ao artesanato, assim como o forte enraizamento das suas tradições, são muitas as razões para nos brindar com um passeio por esta terra.

A freguesia de Branca goza de uma situação privilegiada em termos de atrativos turísticos, quer devido às suas paisagens naturais, quer devido à sua fauna e flora e ao facto de estar muito próxima do rio Sorraia.

Possui uma rica cultura tradicional, transmitida por via oral através das gerações, divergindo através dos tempos. A freguesia de Branca muito se orgulha do seu património arquitectónico, nomeadamente da igreja matriz, venerando Nossa Senhora da Conceição, assim como da Capela da Herdade das Figueiras (privada), além das várias casas senhoriais presentes na freguesia.

e também…

Semana cultural e desportiva da Branca − Abril

Festa em Honra a Nossa Senhora da Conceição − Agosto

Já lá diz a moda alentejana “Vim do campo, jáceei/Hoje vou dar uma voltinha/Vou à venda, bebo um copo/Regresso de manhãzinha.” E também nós viemos até Vendas Novas, e regressamos agora ao Caminho de manhãzinha! Não sem antes nos abastecermos de uma apetitosa bifana para o meio-dia, pois não encontraremos qualquer estabelecimento de restauração na etapa de hoje até à aldeia da Branca. Se voltarmos em novembro, com sorte poderemos assistir à Mostra das Sopas, e acrescentar à mochila uma típica sopa de entulho alentejana ou um caldo caseiro.

De onde estivermos, seguimos pela Avenida da República (coincidente com a estrada nacional N4), na direção oeste e, na segunda rotunda, viramos à direita por baixo da linha ferroviária, e na rotunda seguinte para a esquerda, para a Estrada de Canha. Espera-nos agora um longo troço de estrada pela N251-1, de quase 9 km, por uma autêntica alameda de pinheiros bravos que nos acompanham em toda a extensão do percurso. Passamos o Palácio do Vidigal à esquerda, mandado erigir pelo rei D. Carlos I mas agora propriedade privada não visitável, e alguns quilómetros mais à frente, junto ao portão branco com lista amarela, viramos à direita para o caminho de areia e transpomos a ribeira de Canha. Prosseguimos 5 km em ligeira subida, por montado de sobro, até que junto ao Monte da Sesmaria Nova passamos com muita atenção a linha do comboio.

Continuamos o Caminho no sentido de Monte de Frades, uma exploração agrícola no vale da ribeira de Lavre, e atravessamos a herdade pelo meio dos arrozais para a ponte que nos leva à outra margem da ribeira, onde desviamos para a esquerda.

Distância 33,1 km


Altitude máxima 150 km


Altitude mínima x


Subida acumulada 430 km


Descida acumulada -488 km


Duração 8h15m


Dificuldade (0-5) 3

Etapa 13 - Central

Com uma pista de aviação oculta por entre a floresta, circundamo-la ao longo de 6 km em caminho de areia entre pinhal e montado, voltando a transpor a linha de comboio no apeadeiro de Lavre, fechado a passageiros desde 2012. Prosseguimos pelo estradão da Herdade do Cinzeiro, passando pelo meio do Monte da Torre, acompanhando a ribeira de Lavre até ao Monte de Pelados. Aqui afastamo-nos da ribeira para norte, no sentido da freguesia de Branca, pelo Caminho dos Pelados.

Atravessamos a estrada (EN251) e entramos numa zona de terrenos parcelados, com muitas vivendas que antecedem a chegada ao aglomerado de casas principal da pequena aldeia da Branca, na Estrada dos Alemães, em frente à Junta de Freguesia, onde terminamos a jornada de hoje.

Dicas

Leve sempre água, mantimentos,protetor solar, chapéu, impermeável, calçado confortável e um mapa.

Apoio

 CTT

 Banco/ATM

 Posto de Turismo de Coruche
+351 243 619 072

 Centro Social Paroquial da Nossa Senhora da Conceição da Brancada

Onde Comer

 Tasca das Madrinhas

 Café Restaurante O Pintor

 Desigual Café/Pastelaria/Gelataria

Entidades Municipais

Junta de Freguesia da Branca
+351 243 606 116

Saúde

 Centro de Saúde +351 243 610 500

 Farmácia

Pontos de Interesse

 Igreja de Nossa Senhora da Conceição

CONTACTOS ÚTEIS

Emergência: 112
Incêndios Florestais: 117
Bombeiros Municipais de Canha: +351 265 897 117
GNR Canha: +351 265 897 860

CÓDIGO DE CONDUTA

Não saia do percurso marcado e sinalizado. Não se aproxime de precipícios. Preste atenção às marcações. Não deite lixo orgânico ou inorgânico durante o percurso, leve um saco para esse efeito. Se vir lixo, recolha-o, ajude-nos a manter os Caminhos limpos. Cuidado com o gado, não incomode os animais. Deixe a Natureza intacta. Não recolha plantas, animais ou rochas. Evite fazer ruído. Respeite a propriedade privada, feche portões e cancelas. Não faça lume e tenha cuidado com os cigarros. Não vandalize a sinalização dos Caminhos.