Caminho Central

Messejana < > Fornalhas Velhas

Etapa 5

Messejana

Messejana

A aldeia de Fornalhas Velhas, implantada nos férteis campos do Vale de Santiago, entre o rio Sado e a ribeira de Campilhas, era, como o nome indica, propriedade da Ordem de Santiago. De resto, pertence mesmo à freguesia de Vale de Santiago, localidade que deve o seu nome ao facto de a Ordem de Santiago ter sido proprietária deste trecho de território, inicialmente vinculado a Santiago do Cacém.

Vale de Santiago é uma freguesia portuguesa do concelho de Odemira com 59,24 km2 de área e cerca de 551 habitantes.

Sendo uma povoação antiga, o Vale de Santiago apresenta um bonito traçado de ruas estreitas e caiadas, mantendo intacta a sua arquitetura tradicional.

A igreja de Santa Catarina merece uma visita, bem como a fonte de Nossa Senhora da Luz. Nesta freguesia há ainda a registar o monte de Columbais, onde se diz ter nascido Cristóvão Colombo.

A caminho de Fornalhas Velhas

A caminho de Fornalhas Velhas

Nota também para o monte da Comuna (do qual já pouco resta), onde um grupo de anarquistas, liderados por António Gonçalves Correia, criou a chamada “Comuna da Luz”, que deu origem à revolta dos trabalhadores rurais do Vale de Santiago na crise de 1918. A Comuna da Luz está também associada à morte de Sidónio Pais. O assassino do então Presidente-Rei foi José Júlio da Costa, um agrário de Garvão, que serviu de mediador entre as autoridades e os revoltosos do Vale de Santiago.

Santa Catarina é a padroeira da freguesia que é homenageada na festa religiosa de 25 de novembro. A feira anual de Vale de Santiago realiza-se no último sábado de agosto e no primeiro domingo de setembro nas Fornalhas Velhas.

Tal como a aldeia, o castelo velho ilustra os antigos aproveitamentos do vale da ribeira de Campilhas, promovidos pela Ordem de Santiago. Neste local, ergueu-se uma estrutura militar rudimentar, de que não restam vestígios. O topónimo assegura a antiguidade do local, hoje transformado em exploração agrícola, e a sua relevância como ponto dominantesobre aquele afluente do rio Sado.

Ribeira de Campilhas

Ribeira de Campilhas

Antes da saída para a etapa de hoje, convém verificar previamente a disponibilidade de alojamento e alimentação em Fornalhas Velhas, pois esta aldeia onde prevemos terminar o dia ainda não está preparada para receber muitos viajantes em simultâneo.

Saímos de Messejana pelas traseiras da Quinta da Cerca, entrando logo a seguir num caminho de terra batida em direção a Aguentinha do Campo, um monte com atividade agropecuária, com serviços de turismo rural e atividades equestres. Ao lado está a Herdade de Buena Madre, onde antes afloravam águas minerais muito apreciadas na região.

Terrenos ondulados, com estevais, olivais e culturas diversas, mas sempre com montado dominante. A espaços, outros montes, um açude, cavalos, gado bovino, e em 7,5 km alcançamos a Aldeia dos Elvas. Um café e seguimos caminho em subida até ao Monte do Cerro, de onde se pode apreciar uma bonita vista sobre os vales verdejantes, criados pelas ribeiras que descem do planalto, descida essa que vamos acompanhar, passando depois sobre o canal de irrigação do alto Sado, já no concelho de Ourique.

Pelo túnel debaixo da estrada IC1 avançamos em direcção a Torre Vã, onde se estranha a silhueta de um antigo edifício de grandes dimensões, rodeado ainda por diversos outros de serventia à quinta e de habitação. Esta herdade foi local de grande importância na época romana.

Distância 23,2 km


Altitude máxima 198 m


Altitude mínima x


Subida acumulada 290 m


Descida acumulada -397 m


Duração 5h45m


Dificuldade (0-5) 3

Aqui se encontraram vestígios de uma antiga villa e uma barragem.Pouco depois de Torre Vã, estamos no leito do rio Sado, que atravessamos para a outra margem, mais perto da linha ferroviária, que também vamos ultrapassar utilizando o viaduto. Logo após, entramos, à direita, em caminho vicinal e percorremos cerca de 6 km por entre campos de cultivo e pastagens até chegarmos à aldeia de Fornalhas Velhas, no concelho de Odemira.

Entramos pela rua 25 de Abril diretos ao cruzamento onde encontramos o Café O Jorge, e perguntamos pelas instalações do Centro Sóciocultural ou pelo Monte do Marmeleirinho, únicos locais com alojamento preparado para os viajantes.

Dicas

Leve sempre água, mantimentos,protetor solar, chapéu, impermeável, calçado confortável e um mapa.

ONDE DORMIR

 Herdade do Marmeleiro
+351 934 533 485

Pontos de Interesse

CONTACTOS ÚTEIS

Emergência: 112
Incêndios Florestais: 117

CÓDIGO DE CONDUTA

Não saia do percurso marcado e sinalizado. Não se aproxime de precipícios. Preste atenção às marcações. Não deite lixo orgânico ou inorgânico durante o percurso, leve um saco para esse efeito. Se vir lixo, recolha-o, ajude-nos a manter os Caminhos limpos. Cuidado com o gado, não incomode os animais. Deixe a Natureza intacta. Não recolha plantas, animais ou rochas. Evite fazer ruído. Respeite a propriedade privada, feche portões e cancelas. Não faça lume e tenha cuidado com os cigarros. Não vandalize a sinalização dos Caminhos.